Aleksandra Pinheiro / Virna Campos
Projetos como Índios Online e Celulares Indígenas proporcionam acesso à tecnologia
Ontem (15) aconteceu em Salvador a pré-estreia do curta-metragem Indígenas Digitais, um documentário que retrata como indígenas de várias etnias estão utilizando a tecnologia para troca de informação e aprendizado. O curta-metragem terá também lançamento nacional, no Oi Futuro em Ipanema, no Rio de Janeiro, dia 19 de abril. O projeto é o resultado da parceria da ONG Thydewá com a Cardim Projetos e conta com o patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, através do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados e do Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural do Governo da Bahia, o Fazcultura.
No curta-metragem, integrantes de várias nações indígenas, como a Tupinambá (BA), a Pataxó Hahahãe (BA) e a Pankararu (PE), relatam como celulares, câmeras fotográficas, filmadoras, computadores e, principalmente, a internet vêm sendo ferramentas importantes na busca das melhorias para as comunidades indígenas e nas relações destas com o mundo globalizado. O filme aborda a necessidade do povo indígena de se expressar para o mundo e mostra como várias tribos dialogam entre si, conhecendo umas a realidade das outras. Uma espécie de “link” entre a tecnologia e a manutenção das tradições,permitindo a inserção dos índios no mundo globalizado, mas, principalmente, deixando que eles sejam protagonistas de sua própria história. “Os índios apelidaram os computadores conectados à internet de ‘arco digital’ porque é assim que eles agora desejam ‘caçar’ a conquista dos seus direitos territoriais, de saúde, educação e de cidadãos do Brasil”, enfatiza Sebastián Gerlic, idealizador e diretor do documentário.
Nos 26 minutos de filme (cortados a partir de 15 horas de filmagens), é possível conhecer, por exemplo, a história da cacique Jamopoty, uma das primeiras mulheres alçadas ao cargo de cacique no Brasil. Ela é a líder dos Tupinambá, povo que teve seu reconhecimento étnico em 2002, após estudos da Funai. Jamopoty representa seu povo diante do Governo, fala um pouco da realidade deles e diz como a tecnologia tem ajudado os índios. "A inserção digital permite a valorização social das minorias, fazendo com que os povos indígenas resgatem e preservem suas tradições e fortaleçam suas etnias”, analisa Maria Arlete Gonçalves, diretora de Cultura do Oi Futuro. Leia Mais
Fonte: Iteia.org
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